Desvalorização da profissão de professor: uma inversão de valores
Diante
de tal inversão, nos perguntamos que tipo de sociedade o país quer construir.
Um país que despende exorbitantes valores para a construção de estádios de
futebol, para o que recursos financeiros são fartos, ignorando-se critérios de
contenção de gastos, quando se trata de uma pequena reforma em estabelecimento
de ensino, cujas dependências permanecem por décadas sem assistência e sem
recursos para reformas, em um colégio público em ruínas, a palavra de ordem é
que é necessário respeitar a lei da “responsabilidade fiscal”. Nunca existe
dinheiro para se investir em educação.
Mas
quem disse que homens públicos encaram educação como investimento? Para eles,
dinheiro gasto em educação é dinheiro perdido. Afinal, quem vê, no momento da
aplicação, o que esse dinheiro produz em âmbito da educação? Constrói-se um
estádio: que construção monumental! Os olhos veem! Investe-se na educação que
transforma pequenos seres em seres pensantes: não se vê! E (ironia!) para isso
que não se vê, não existe dinheiro mais nobre, dinheiro mais bem aplicado que
esse oculto na formação do capital chamado conhecimento, formação!
Por
essa resposta que o administrador público cansa de usar quando se trata
interesses de uma escola, pode-se avaliar o conceito que a
educação pública desperta nos homens públicos em épocas distantes do
período eleitoral.
A
desvalorização da profissão docente não afeta apenas o professor como
profissional em sua individualidade, afeta todo o futuro de uma nação, na
medida em que, se a carreira docente não é atraente, não atrai os melhores
talentos, que disputariam uma vaga em concurso público que acene com salários
mais convidativos, e o ensino, cada vez menos valorizado, cada vez mais
estigmatizado, já não estimula os jovens a abraçarem essa carreira que, assim,
decai, porque não logra despertar a vocação para a missão de educar.
A
educação de qualidade não é favor, não é benesse que o Estado concede ao povo,
é um direito lídimo de todo cidadão, é obrigação do estado, do município, é a
devolução do pagamento de tantos impostos que todos pagam. O cidadão tem
direito a professores bem remunerados e é dever do Estado exigir que os
professores sejam dedicados o suficiente para poderem ofertar um ensino de
qualidade. Mas indispensável também são os investimentos para a construção de
mais estabelecimentos, eliminar a superlotação que cada vez mais se avoluma.
É
necessário repensar valores, e é necessário valorizar os pais, em primeiro
lugar. Uma sociedade cujos filhos não honram seus pais é uma sociedade
destinada ao caos, porque, sem a instituição familiar, as referências de valor
se perdem. É urgente também a revalorização da carreira docente, porque, do
contrário, estaremos caminhando rumo a um país que priva seus cidadãos do
direito a uma educação digna. Um estudante, se dispõe de conhecimentos sólidos,
em troca, transforma-se em um profissional responsável e competente para
exercer uma profissão com uma bagagem de conhecimentos tal que pode retribuir à
sociedade com um trabalho que os enobrece e os dignifica. São cidadãos que
contribuem para o engrandecimento da comunidade em que se inserem. Privando-se
os cidadãos do direito a uma educação plena, condena-se o país a formar filhos
incompetentes, retroage-se à mais ignominiosa barbárie!
Fonte; https://www.barrosmelo.edu.br/noticia/voce-sabe-o-significado-do-feriado-da-data-magna-descubra-aqui

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